sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

ELIZABETH BATHORY (ou Erzsébet, ou Isabel), a "Condessa Sangrenta" - 43ª edição




Nascida em 1560, Elizabeth era filha de um soldado aristocrata e irmã do rei governante da Polônia. Sua família vinha de uma das mais antigas casas nobres da Hungria, e seu elmo tinha o símbolo draconiano incorporado pelo rei Sigismundo, na Ordem do Dragão. O clã Bathory teve cavaleiros, juízes, bispos, cardeais e reis, mas entrou em decadência em meados do século XVI, com a linha de sangue real desfigurada por incesto e epilepsia, e a última classe da família possuía alcoólatras, assassinos, sadistas, homossexuais (naquele época considerados criminalmente como desvio) e satanistas.

Embora fisicamente bonita, Elizabeth foi claramente o produto da genética poluída e de uma formação distorcida. Em toda sua vida, ela esteve sujeita a dores de cabeça cegantes e ataques de desmaio – provavelmente, epiléptica por natureza – que os membros supersticiosos da família diagnosticaram como possessão demoníaca.

Criada na propriedade Bathory aos pés das sorumbáticas Montanhas Cárpatos, Elizabeth foi introduzida ao culto demoníaco na adolescência, por um dos seus tios satanistas. Sua tia favorita, uma das mais notórias lésbicas húngaras, ensinou a Elizabeth os prazeres da flagelação e outras perversões, mas a jovem sempre acreditou que, no que se referia a dor, era melhor dar do que receber.

Quando Elizabeth tinha apenas 11 anos, seus pais contrataram seu futuro casamento com o conde Ferencz Nadasdy, um guerreiro aristocrata. Seu casamento foi adiado até Elizabeth completar 15 anos, finalmente celebrado em 5 de maio de 1575. A noive manteve seu nome de solteira como sinal de que sua família possuía posição superior à do clã de Nadasdy.

Os recém-casados estabeleceram-se no castelo de Csejthe, no noroeste da Hungria, mas o conde Nadasdy também mantinha outras residências suntuosas em todo o país, cada uma possuindo masmorra e câmara de tortura especialmente projetadas para atender às necessidades de Elizabeth.

Nadasdy era frequentemente ausente, por semanas ou meses, a cada vez, deixando sua esposa sozinha entediada, para encontrar sua própria diversão. Elizabeth praticava superficialmente a alquimia, favorecia suas idiossincrasias sexuais com homens e com mulheres, mudava de roupas e joias cinco ou seis vezes por dia, e admirava-se em espelhos de tamanho natural por horas. Acima de tudo, quando estava com raiva, tensa ou simplesmente entediada, a condessa torturava as serventes por esporte.

Uma das maiores fontes de irritação nos primeiros anos de casamento, foi a sogra de Elizabeth. Ansiosa por netos, a mãe de Nadasdy importunava incessantemente Elizabeth por sua falha em conceber. Elizabeth teria finalmente filhos após dez anos de casamento, mas não sentiu o impulso maternal. As jovens criadas da casa logo começaram a temer as visitas da mãe de Nadasdy, sabendo que outra rodada de ataques brutais se seguiriam, inevitavelmente, à partida da velha senhora.


A DIVERSÃO DE ELIZABETH

No que se referia à tortura, a condessa bissexual possuía uma imaginação feroz. Alguns de seus truques foram aprendidos na infância e outros foram retirados da experiência de Nadasdy na batalha com os turcos, mas ela também inventava suas próprias técnicas. Pinos e agulhas eram as práticas favoritas, perfurando os lábios e mamilos de suas vítimas, algumas vezes cravando agulhas sob suas unhas. “A pequena sórdida!”, zombava ela enquanto sua vítima se contorcia de dor. “Se dói, ela só tem que retirá-los”, dizia Elizabeth, que também se divertia mordendo suas vítimas na bochecha, peito e em qualquer outro lugar, retirando sangue com seus dentes. Outros cativos foram despidos, lambuzados com mel e expostos a ataques de formigas e abelhas.

Foi relatado que o conde Nadasdy acompanhava Elizabeth em algumas das sessões de tortura, mas com o tempo ele passou a temer a esposa, passando cada vez mais tempo na estrada e nos braços de suas amantes. Quando ele finalmente morreu em 1600 ou 1604 (os dados variam), Elizabeth perdeu toda moderação (que já não tinha), devotando-se em tempo integral a atormentar e a degradar sexualmente jovens mulheres.

Em curto espaço de tempo, ela ampliou seu escopo do pessoal da família para incluir estranhos em idade de casar. Empregados de confiança percorreram o campo em busca de presas frescas, seduzindo meninas camponesas com ofertas de emprego, recorrendo a drogas ou à força bruta à medida que a difusão dos rumores estreitava as fileiras de recrutas voluntárias. Nenhuma que entrasse para o serviço de Elizabeth escapava viva, mas os camponeses tinham poucos direitos legais naqueles dias, e uma mulher nobre não era culpada perante seus pares se a “disciplina” em sua casa fugisse de controle.

Por volta dos 40 anos, Elizabeth planejou e presidiu um holocausto particular: estimulada por sua enfermeira Ilona Joo e a alcoviteira Doratta Szentes – conhecida como “Dorka” – Elizabeth devastou o campo, reivindicando vítimas camponesas de acordo com sua vontade. Ela carregava pinças de prata especiais, projetadas para arrancar a carne, mas também ficava confortável com pinos e agulhas, ferrete e atiçador incandescente, chicote e tesoura... quase tudo. Os cúmplices da casa desnudavam suas vítimas, mantendo-as abaixadas, enquanto Elizabeth rasgava seus peitos em tiras e queimava suas vaginas com a chama da vela, algumas vezes mordendo grandes pedaços de carne de seus rostos e corpos. Uma vítima foi forçada a cozinhar e comer uma tira da própria carne, enquanto outras foram mergulhadas em água fria e deixadas para congelar na neve.

Algumas vezes, Elizabeth forçava a abertura da boca da vítima com tal força que os maxilares separavam-se. Em outras ocasiões, os serventes faziam o trabalho sujo, enquanto Elizabeth andava ao lado, gritando: “Mais! Mais ainda, mais forte ainda!”, até que desfalecia inconsciente de tão excitada.

Um “brinquedo especial” de Elizabeth era uma jaula cilíndrica construída com longas pontas na parte interna. Uma garota nua era colocada à força na jaula e então elevada a alguns metros do chão por meio de uma polia. Elizabeth ou um de seus serventes girava a gaiola com um atiçador incandescente, golpeando a garota e forçando-a contra as pontas afiadas à medida que ela tentava escapar. No papel de observadora ou de participante ativa, Elizabeth era sempre boa para incessantes comentários de sugestões e “piadas” doentias, passando para cruas obscenidades e incoerente murmúrio à medida que a noite avançava.

Na Idade Média era uma questão simples descartar a vítima sem vida: algumas foram queimadas, outras foram deixadas para se decompor nos arredores do castelo, enquanto algumas foram deixadas do lado externo para alimentar lobos e outros predadores locais. Se um corpo desmembrado fosse periodicamente encontrado, a condessa não temia nenhuma ação penal. Naquele lugar e época, o sangue real era a proteção final. Era também de alguma ajuda um dos primos de Elizabeth ser o Primeiro-Ministro húngaro e outro servir como Governador da província em que ela vivia.

Elizabeth, finalmente, excedeu (mais!?) em 1609, mudando de infelizes camponesas para filhas de nobres menores, abrindo o castelo Csejthe para oferecer “instruções de etiqueta” a 25 inocentes, escolhidas a dedo; dessa vez, quando nenhuma das vítimas sobreviveu, as reclamações atingiram os ouvidos do rei Mathias, cujo pai compareceu ao casamento de Elizabeth. O rei, por sua vez, designou o mais próximo vizinho de Elizabeth, conde Gyorgy Thurzo, a investigar o caso.

Em 26 de dezembro de 1610, Thurzo fez uma incursão tarde da noite no castelo de Csejthe e surpreendeu a condessa com as mãos vermelhas devida a uma sessão de tortura orgíaca em andamento.

Meia dúzia dos cúmplices de Elizabeth foram detidos para investigação; a condessa foi mantida em prisão domiciliar, enquanto o Parlamento acionou um regulamento especial para retirar sua imunidade para uma ação penal. O julgamento desse caso se iniciou em janeiro de 1611 e durou até o fim de fevereiro, como Chefe de Justiça Theodosius Syrmiensis presidindo uma equipe de 20 juristas menores. Oito acusações de homicídio foram alegadas no tribunal, embora muitas acusações históricas coloquem a contagem final de corpos entre 300 e 650 vítimas. A própria Elizabeth foi dispensada de participar do julgamento, mantida em seu claustro sob pesada guarda, mas a condenação em todas as acusações teve um resultado previsto. O tempo da “sanguinária condessa” esgotou-se.

Os cúmplices serventes de Elizabeth foram executados, também Dorka e Ilana Joo após tortura pública, e a condessa foi poupada e sentenciada à prisão perpétua em um pequeno apartamento no castelo Csejthe. As portas e janelas de seu apartamento foram muradas, deixando apenas fendas para ventilação e uma passagem para a bandeja de comida. Ela ali viveu isolada por 3 anos e meio, até ser encontrada morta em 21 de agosto de 1614. A data exata da sua morte é desconhecida, porque diversas refeições permaneceram intocadas antes de seu corpo ser encontrado.

A lenda Bathory cresceu ao ser contada, e muitas das narrativas recentes incorporaram narrações de vampirismo e banhos ritualísticos de sangue supostamente auxiliando Elizabeth a “permanecer jovem”. O fetiche sanguinário de Elizabeth normalmente ligado ao derramamento de sangue de alguma garota camponesa que, acidentalmente, teria respingado na condessa, se deve ao fato de Elizabeth ter se impressionada por sua pele parecer mais pálida e translúcida que o normal após esse evento – traços considerados belos naqueles dias, antes da descoberta do “bronzeado californiano”.

De fato, o extenso testemunho no julgamento de Elizabeth não fez menção literal aos banhos de sangue. Algumas vítimas foram drenadas do sangue por ferimentos brutais ou intencionalmente, mas a retirada deliberada de sangue foi ligada à prática de alquimia e magia negra por Elizabeth. De qualquer forma, sua atividade homicida começou quando ela estava na adolescência ou por volta de seus 20 anos, muito antes que a ameaça de envelhecimento sequer cruzasse seus pensamentos.

O filme "A Condessa de Sangue" foi baseado em sua história, questionando alguns atos atribuídos à Elizabeth...

Fonte: Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton

domingo, 23 de fevereiro de 2014

JON VENABLES e ROBERT THOMPSON, doces anjinhos...



O FATO

No dia 12 de fevereiro de 1993, James Bulger, de 2 anos de idade, desapareceu enquanto estava com sua mãe Denise, em um Centro Comercial. Seu corpo foi encontrado no dia 14 em uma linha férrea, em Walton.


INVESTIGAÇÕES

Câmeras do circuito interno de TV do Shopping Strand Center, em Bootle, mostraram os menores Jon Venables e Robert Thompson observando crianças, como que selecionando um alvo. Deveriam estar na escola, porém, estavam jogando fliperama e, ao longo do dia, foram vistos roubando vários itens, como doces, um boneco troll, algumas baterias e uma lata de tinta azul, itens que foram encontrados na cena do crime.

Antes do sequestro de James, eles haviam tentado raptar outra criança; uma mulher com seus dois filhos ouviu quando eles disseram em uma loja: “Vamos levar um dos dois”, mas ela pensou que eles se referiam a algum bem. Posteriormente, foi revelado por uma das crianças que eles tentavam levar um dos dois filhos da mulher e empurrar a criança na frente dos carros na rua movimentada para causar um acidente. Segundo um policial, o crime não era simplesmente oportunista: eles sabiam exatamente o que estavam fazendo, planejavam ir ao Centro e matar um menino.

Naquela mesma tarde, Jamie, como era chamado carinhosamente pela família, foi com sua mãe ao Centro Comercial. Ele tinha cerca de 2 e ½ de altura, pele clara, olhos azuis e cabelos castanho-claros. Dentro de uma loja, a Sra. Bulger percebeu que seu filho havia desaparecido... Denise entrou em um açougue e, como não tinha fila e seria rapidamente atendida, deixou James solto na loja. Então, James saiu da loja por conta própria e foi visto por Jon e Robert que se aproximaram dele, ganharam sua confiança e levaram-no para fora do Centro Comercial. Esta cena foi capturada pelas câmeras entre 15h39 e 15h42.



Os meninos levaram Bulger por 4km, a pé, até um canal onde sofreu ferimentos na cabeça e no rosto. Durante a caminhada, os meninos foram vistos por 38 pessoas. Bulger parecia aflito mas ninguém fez nada. Duas pessoas confrontaram os meninos, mas eles alegaram para um que Jamie era um irmão mais novo, para outro que o menino estava perdido e eles o estavam levando a uma delegacia local.

Então, o levaram à linha férrea, perto da estação Walton & Anfield, perto da delegacia de Lane e o cemitério de Anfield, onde o atacaram. Jogaram tinta azul no rosto de James, chutaram e bateram nele com tijolos, pedras e uma barra de ferro de 10kg. Em seguida, colocaram as baterias em sua boca. James sofreu fraturas impressionantes no crânio devido as pancadas com a barra de ferro. Segundo o patologista do caso, Dr. Alan Willians, James sofreu tantos ferimentos que ninguém poderia afirmar qual foi o golpe fatal.


Antes de deixarem o corpo do menino, colocaram Bulger nos trilhos da linha férrea e o posicionaram de forma que um trem passasse por cima dele e fizesse parecer um acidente... o que realmente aconteceu: o corpo de Bulger foi cortado ao meio. A perícia confirmou que o menino morrera ANTES de ser atingido pelo trem.

A polícia rapidamente encontrou imagens do vídeo do rapto de Bulger e pessoas que tinham visto o menino denunciaram. O local onde seu corpo foi encontrado foi coberto por inúmeros buquês de flores.



O crime gerou tamanha repercussão e raiva em Liverpool que a família de um rapaz que foi detido para interrogatório, mas posteriormente libertado, teve que fugir da cidade. A descoberta final veio quando uma mulher, ao ver imagens ligeiramente melhoradas dos dois rapazes na TV nacional, os reconheceu como dois vizinhos. O fato dos meninos serem tão jovens – ambos com 10 anos de idade – chocou os policiais e a comunidade.

Thompson e Venables trocaram acusações, mas a polícia identificou Thompson como o mentor. Testes forenses confirmaram que os dois rapazes tinham a mesma pintura azul em suas roupas da qual encontraram no corpo de Bulger. Ambos tinham sangue nos sapatos, que combinou com o de Bulger nos testes de DNA. Ambos foram acusados pelo homicídio de Bulger em 20 de fevereiro de 1993.



JULGAMENTO

Durante todo o processo e julgamento, os menores assassinos foram chamados de Criança "A" (Venables) e Criança "B" (Thompson). No final do julgamento, o juiz permitiu que os seus nomes fossem liberados devido a natureza do crime e a reação do público) e eles foram identificados, juntamente com longas descrições de suas vidas e experiências. O choque do público foi agravado pela liberação, após o julgamento, de fotos tiradas durante o interrogatório pela polícia. As fotos mostravam as crianças com medo, e muitos achavam difícil acreditar que tal crime havia sido perpetrado por duas pessoas tão jovens.

Cerca de quinhentos
manifestantes se reuniram na Corte para o julgamento inicial dos meninos. Os pais dos acusados foram levados para diferentes partes do país e assumiram novas identidades após ameaças de morte.



O julgamento teve início em Preston Crown Court, em 1 de novembro de 1993. Cada menino sentou-se em vista do tribunal em cadeiras levantadas – para que eles pudessem ver fora do encaixe concebido para adultos – acompanhados por dois assistentes sociais. Apesar de terem sido separados de seus pais, eles estavam a uma pequena distância dos mesmos durante o julgamento. As notícias relataram o comportamento dos réus, o que mais tarde foi duramente criticado pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que anunciou em 1999 que os meninos não tinham recebido um julgamento justo por serem julgados em público e em um tribunal de adultos.

Os meninos, que não fizeram depoimentos em sua defesa, foram considerados culpados em 24 de novembro e condenados à prisão em uma instituição de jovens infratores. O juiz, Michael Morland, recomendou um prazo mínimo de 8 anos de detenção.

O Chefe de Justiça, Lorde Taylor de Gosforth, mais tarde, decidiu que os meninos deveriam servir pelo menos 10 anos na prisão. O clamor público surtiu efeito e acabaram por aumentar em 1994 para 15 anos, decisão do Ministro do Interior, Michael Howard, que "agiu no interesse público". Lord Donaldson denunciou esta intervenção política, descrevendo a elevação da tarifa de "vingança institucionalizada”, sendo derrubado em 1997 pela Câmara dos Lordes.

Em 1999, os advogados de Venables e Thompson recorreram para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que o julgamento dos meninos não tinha sido imparcial, uma vez que eles eram jovens demais para acompanhar os processos e entender um tribunal de adultos. A Corte Europeia rejeitou a alegação de que o julgamento foi desumano e degradante, mas confirmou sua alegação de que foi negado um julgamento justo pela natureza do processo judicial. o Tribunal Europeu considerou igualmente que a intervenção de Howard levou a um ambiente carregado, tornando impossível um julgamento justo.

Nesse mesmo ano, os pais de Bulger, recorreram ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, mas não conseguiram convencer o Tribunal que uma vítima de um crime tem o direito de estar envolvido na determinação da pena do autor.

O processo do Tribunal Europeu levou à Lord Woolf, a revisão da pena mínima. Em outubro de 2000, recomendou que a tarifa fosse reduzida de dez a oito anos, acrescentando que as instituições de jovens infratores "são uma 'atmosfera corrosiva" para os juvenis.

Em junho de 2001, após uma revisão de seis meses, o Conselho de Condicionais declarou que os meninos não eram mais uma ameaça para a segurança pública e poderiam ser libertados, como a tarifa mínima tinha determinado. O secretário do Interior, David Blunkett, aprovou a decisão, e eles foram liberados em poucas semanas. Receberam novas identidades e mudaram-se para locais secretos sob uma proteção de testemunhas: "Eles vivem em um regime de "vida", que permite a sua volta imediata para encarceramento por tempo indeterminado, se forem vistos como um perigo para o público. Como parte de suas condições, eles eram obrigados a não terem de contato um com o outro."


NOVAS INFORMAÇÕES:

Os pais de Bulger se separaram após a morte do filho e o pai de James virou alcoólatra...
Segundo informações, o paradeiro de Robert Thompson é desconhecido, porém, o de Jon Venables não:
em 2008 ele foi preso por posse de drogas e briga de rua;
em 2010 retornou à cadeia após uma investigação policial sobre pornografia infantil pela internet; foram encontradas 57 fotos indecentes de crianças em seu notebook, algumas com apenas 2 anos de idade; ele se passava por uma mulher que pretendia vender seu filho para pedófilos pela rede;
em julho deste ano - isso! 2013! – Venables, agora com 30 anos, ganhou a liberdade novamente, e nova identidade pela 4ª vez:
a) 1ª vez foi aos 10 anos quando matou James Bulger com seu amigo Robert Thompson;
b) 2ª vez em 2001, quando saiu da prisão; e
c) 3ª vez foi quando pego por pornografia infantil - isso tudo garantido pela legislação inglesa, a Lei Mary Bell.


Fonte: Pasdemasque.blogspot
           Corbis – Murderpedia.org
           O Aprendiz Verde




DORANGEL VARGAS GOMES (ou DORANCEL), o Hannibal Lecter dos Andes



Nascido em 14 de maio de 1957, na região de Caño Zancudo, Estado Mérida, na Venezuela, em uma família de agricultores, Dorangel Vargas Gomez apresentou sinais aberrantes já na infância, sendo uma criança violenta. Seu comportamento bizarro levou sua família a acreditar que Dorangel estava possuído por espíritos malignos.

O baixo rendimento familiar o forçou a deixar a escola nos últimos anos de escola primária. Depois, passou de agricultor para ladrão. Durante esse tempo, ele foi preso por delitos menores, como roubar galinhas e gado. Porém, sua primeira prisão grave foi anos mais tarde.



Em 1995, Dorangel era um adulto sem teto que vivia pelas ruas de San Cristobal, Tcháchira, próxima à fronteira com a Colômbia. Foi nessa época que, por denúncia de Antonio López Guerrero, um amigo de Cruz Baltazar Moreno, que serviu de 'almoço' para Vargas sobrando apenas seus pés e mãos. Após esta prisão, Vargas foi internado no Instituto de Reabilitação Psiquiátrica Peribeca. Após 2 anos de tratamento foi libertado, embora sua avaliação psicológica tenha confirmado que ele seria uma ameaça. Dorangel não recebeu tratamento para a sua doença mental, pois sua família não poderia pagar o tratamento. Então, se mudou para a cidade de San Cristóbal, em Táchira, onde aparentemente levou uma vida normal como mendigo.

Aparentemente, construiu uma casa rústica em uma fazenda abandonada, mas preferia dormir em um estreito túnel sob a ponte Libertador. Ali, fez amizade com moradores da área e sua próxima vítima foi Manuel, seu companheiro de prisão. Quando os policiais perguntaram por que ele foi morto, Dorangel respondeu que, como Manuel era um boa pessoa tinha certeza de ser bem saboroso.

Foi entre novembro de 1998 e janeiro de 1999 que ele começou uma matança que resultou na morte de pelo menos 10 homens. Vargas confessou ter matado e comido suas vítimas, o que lhe rendeu o apelido de “Hannibal Lecter dos Andes”.



Dorangel permaneceu perto do rio Torbes, onde caçava trabalhadores e atletas que viviam ou trabalhavam no lugar. Quando suas vítimas estavam desprevenidas, ele as atacava com um cano de metal de um metro de comprimento. Dorangel desmembrava suas vítimas embaixo da ponte Libertador, mantinhas as peças que ele iria comer e jogava suas mãos, pés e cabeças na estrada da montanha, em direção à fazenda abandonada. Parentes de vítimas logo procuraram a polícia para relatar o desaparecimentos, mas os policiais não encontraram ligação entre as vítimas, exceto que muitos deles eram homens adultos.

Não tinha geladeira para manter a carne. A polícia passou a desconfiar do setor de desabrigados ao descobrir a presença de Dorangel próximo a região, devido a seus antecedentes penal e mental. Após algumas buscas, a polícia chegou a um rancho e, ao revistarem a cozinha do casebre, encontraram carnes e miudezas em recipientes, preparadas para o consumo. Ao localizar Dorangel, para a surpresa dos policiais, ele narrou todos os seus atos sem hesitar.



Na Venezuela, o assassino em série não é um fenômeno comum. Os homicídios e a confissão de canibalismo de Vargas tornaram-se assunto debatido de forma frequente na mídia do país. Em uma entrevista, Dorangel disse:
→ “Claro que eu como pessoas. Qualquer um pode comer carne humana, mas você tem que lavar e cozinhar bem para evitar doenças. Eu só como pedaços de músculos, principalmente das coxas e panturrilhas, que são minhas partes favoritas. Eu faço um guisado muito saboroso com a língua e uso os olhos para fazer uma sopa nutritiva e saudável. Carne humana é boa, mas eu também como cães, gatos e lagartos...”.

Dorangel disse que preferia o gosto de homens e mulheres adultas. Ele não comia mãos, pés ou testículos, embora esteve a ponto de experimentá-los em diversas ocasiões. Ele rejeitava pessoas acima do peso, pois tinham muito colesterol, e idosos, pois a carne deles “se contaminava com mais facilidade”. Até o ano de 2012, Dorangel Vargas se encontrava sob custódia. Ele não foi levado à julgamento devido sua capacidade mental.

Havia dúvidas se ele estaria realmente cometendo esses crimes, mas a descoberta de restos humanos em casa e ao redor parecia não deixar espaço para dúvidas. Para operar e cozinhar com facilidade, improvisou um matadouro e uma cozinha debaixo de uma ponte.

Quando tinha muita fome, “fazia sopa com eles”. Para ele, o homens teriam a carne “resistente, como carne de porco, presunto”, já as mulheres seriam doces, “como comer flores” e deixava o estômago vazio, como se não tivesse comido nada.

Hoje, Dorangel permanece trancado em uma cela da Direção de Segurança e Ordem Pública, Estado Táchira, onde passa os dias fumando e imaginando receitas suculentas.


Fonte: Murderpedia, Memórias Assombradas e Canibais Superstars.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

FRIEDRICH HAARMANN, o “Açougueiro de Hannover” ou o “Vampiro de Hannover”

Hans Grans e Fritz Haarmann

Nascido em 25 de outubro de 1879, em Hannover, Alemanha, foi o sexto filho de um casal humilde. Seu pai, um bombeiro de estrada de ferro, era apelidado por conhecidos como “Olle zangado”; sua mãe, sete anos mais velha que seu pai, era inválida.

Na infância, Fritz, como era chamado, se tornou o preferido de sua mãe e cresceu odiando seu pai, preferindo as bonecas aos esportes que os outros meninos de sua idade gostavam. Aos 16 anos foi enviado para a escola militar, mas liberado posteriormente por apresentar sintomas de epilepsia. De volta a Hannover, foi acusado de molestar crianças pequenas e enviado a um sanatório para observação, mas escapou após 6 meses de custódia. Posteriormente, Fritz ganhava a vida com pequenos crimes enquanto molestava crianças por diversão.

Em 1900, ficou noivo de uma garota local, mas trocou-a pelo Exército quando ela ficou grávida. Dispensado com honra em 1903, retornou a Hannover e conseguiu se desvincular de seu pai que insistia em declará-lo insano... ocorreram uma sequência de prisões por arrombamento, jogos de azar e por bater carteiras, antes de seu pai o colocar como proprietário de uma loja de peixe com batatas fritas. Imediatamente, Fritz furtou o negócio em segredo e não foi bem-sucedido.

Residência de Fritz

Em 1914 foi condenado por arrombamento de um armazém e sentenciado à 5 anos de prisão. Sob condicional em 1918, se uniu a uma rede de contrabando e prosperou trabalhando como informante da polícia – se apresentava ocasionalmente como “Detetive Haarmann”.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o local ficou apinhado de refugiados e Fritz começou a seduzir garotos com oferta de um lugar para passar a noite. Entre os primeiros estava Friedel Rothe, 17 anos, cujos pais souberam que ele encontrara o Detetive Haarmann antes de desaparecer. A polícia procurou no apartamento de Haarmann, porém, sem sucesso. Anos depois, Fritz confessou que a cabeça cortada de Friedel, embalada em jornal, estava no chão atrás de seu fogão enquanto os oficiais procuravam em gavetas e armários.

Ainda em 1918, Fritz foi sentenciado a 9 meses na prisão por “indecência com um menor”. Ao ser liberado, encontrou novas acomodações para si, ficando na companhia de Hans Grans, 24 anos, um cafetão homossexual e ladrão. Tornaram-se amantes e associados nos negócios, com Fritz acrescentando roupas usadas e carne ao mercado negro dos itens que vendiam para viver.

Juntos, Grans e Fritz lançaram um esquema de homicídio por atacado por divertimento e lucro. Os meninos sem-teto eram atraídos da estação de trem... em seguida, estuprados e assassinados por Fritz – que informou à polícia que sua técnica envolvia morder a garganta da vítima. Os corpos eram desmembrados, vendidos como carne de porco ou vaca, e as partes incriminadoras jogadas no rio Leine. Grans pegava parte das roupas descartadas antes de vender o restante; uma das vítimas foi descartada após Grans despertar o desejo de possuir suas calças.

Fritz e os detetives

A polícia de Hannover estava cega quanto às atividades homicidas de Fritz... em uma ocasião, um cliente entregou parte da carne de Fritz às autoridades para teste e os “especialistas” escreveram que era de “porco”. O “Detetive Haarmann” posteriormente chamou a atenção para si ao visitar os parentes de um garoto chamado Keimes, encontrado estrangulado em um canal de Hannover e, em seguida, disse à polícia que Grans era o assassino. O cafetão estava, então, encarcerado sob outra acusação, e a polícia dispensou a narração e nunca se preocupou em verificar o interesse de Haarmann no caso.

Em 17 de maio de 1924, uma cabeça humana foi encontrada às margens do rio Leine, outra desenterrada em 29 de maior, e mais duas em 13 de junho... a atitude de Fritz mudou em 24 de julho, quando algumas crianças descobriram um saco cheio de ossos humanos, incluindo outra cabeça, nas margens do rio. O pânico surgiu e os jornais relataram cerca de 600 meninos adolescentes desaparecidos somente no último ano. Ao dragar o rio Leine, a polícia recuperou mais de 500 ossos, calculando uma estimativa de 27 vítimas.



Por coincidência, Fritz foi preso neste período e indiciado por outra acusação de indecência pública. Uma investigação de rotina em seu apartamento revelou numerosas manchas de sangue, inicialmente descartadas como resultado de sua atividade não licenciada de açougueiro. Os detetives de homicídios encontraram sua primeira evidência firme quando os pais de um garoto desaparecido identificaram um casaco, então de posse do filho da estalajadeira de Fritz.



Em custódia, o suspeito subitamente decidiu confessar seus crimes em detalhes sangrentos. Ao perguntarem o número de vítimas, Fritz disse: “30 ou 40, não lembro exatamente”.

O julgamento de Fritz começou no dia 4 de dezembro e durou duas semanas, enquanto o réu de forma imponente fumava seus cigarros, reclamando que havia muitas mulheres no tribunal. Condenado por 24 homicídios e sentenciado à morte, Haarmann foi decapitado em 15 de abril de 1925. Grans, seu cúmplice nos homicídios, recebeu uma sentença de 12 anos de prisão, após descobrirem uma carta de Fritz declarando sua inocência... após sua libertação, continuou a viver em Hannover até sua morte, por volta de 1980.

Após a execução de Fritz, sua cabeça foi preservada em um recipiente por cientistas para examinar a estrutura de seu cérebro... segundo notícias, a cabeça é mantida na Faculdade de Medicina de Göttingen.



VÍTIMAS

Friedel Rothe, 17 anos: desapareceu em 25 de setembro de 1918 – Fritz alegou tê-lo enterrado no cemitério de Stoekner;
Fritz Franke, 16 anos: desapareceu em 12 de fevereiro de 1923 – era de Berlim;
Wilhelm Schulze, 17 anos: desapareceu em 20 de março de 1923 – escritor aprendiz;
Roland Huck, 15 anos: desapareceu em 23 de maio de 1923 – estudante, desapareceu da estação ferroviária de Hannover;
Hans Sonnenfeld, 18 anos: desapareceu em maio de 1923 – fugitivo da cidade de Limmer;
Ernst Ehrenberg, 13 anos: desapareceu em 25 de junho de 1923 – desapareceu enquanto levava um recado para seus pais;
Heinrich Strauss, 18 anos: desapareceu em 24 de agosto de 1923 – Haarmann estava na posse de sua caixa de violino quando foi preso;
Paul Bronischewski, 17 anos: desapareceu em 24 de setembro de 1923 – estava à caminho da casa de seu tio;
Richard Graf, 17 anos: desapareceu em setembro de 1923 – disse aos amigos que um detetive em Hannover lhe arrumara um emprego;
Wilhelm Erdner, 16 anos: desapareceu em 12 de outubro de 1923 – desapareceu na estação de Hannover; Fritz vendeu sua bicicleta;
Hermann Lobo, 16 anos: desapareceu em 24 de outubro de 1923 – suas roupas foram localizadas com Fritz e seus conhecidos;
Heinz Brinkmann, 13 anos: desapareceu em 27 de outubro de 1923 – desapareceu da estação de Hannover após perder o trem para sua casa em Clausthal;
Adolf Hannapel, 15 anos: desapareceu em 11 de novembro de 1923 – testemunhas viram Fritz abordar o aprendiz;
Adolf Hennies, 19 anos: desapareceu em 06 de dezembro de 1923 – estava à procura de trabalho em Hannover;
Ernst Speiker, 17 anos: desapareceu em 05 de janeiro de 1924 – desapareceu quando ia testemunhar em um julgamento;
Heinrich Koch, 18 anos: desapareceu em 15 de janeiro de 1924 – conhecido de Haarmann, desapareceu a caminho da faculdade;
Willi Senger, 19 anos: desapareceu em 02 de fevereiro de 1924 – suas roupas foram encontradas no apartamento de Fritz após sua prisão;
Hermann Speichert, 15 anos: desapareceu em 08 de fevereiro de 1924 – aprendiz de eletricista;
Alfred Hogrefe, 16 anos: desapareceu em 06 de abril de 1924 – aprendiz de mecânico; suas roupas foram encontradas com Fritz;
Hermann Bock, 22 anos: desapareceu em abril de 1924 – visto pela última vez caminhando para o apartamento de Fritz;
Wilhelm Apel, 15 anos: desapareceu em 17 de abril de 1924, a caminho do trabalho;
Robert Witzel, 18 anos: desapareceu em 26 de abril de 1924 – Fritz admitiu ter despejado seus restos no rio Leine;
Heinz Martin, 14 anos: desapareceu em 09 de maio de 1924 – serralheiro aprendiz, desapareceu da estação de Hannover;
Fritz Wittig, 17 anos: desapareceu em 26 de maio de 1924 – Haarmann disse que Grans insistiu em matá-lo;
Friedrich Abeling, 11 anos: desapareceu em 26 de maio de 1924 – a vítima mais jovem de Fritz, despejado no rio Leine;
Erich de Vries, 17 anos: desapareceu em 14 de junho de 1924 – Fritz mostrou a polícia onde estavam seus restos.

Os restos mortais das vítimas de Fritz foram enterrados todos juntos em uma cova comum.



Sua história inspirou os filmes “M” (1931), “A Ternura dos Lobos” (1973) e “Der Totmacher” (1995)

Fonte: A Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
           Murderpedia.org
           Goettinger-tageblatt.de (site alemão Tabloide Göttinger)


ROBERTO AGOSTINHO PEUKERT



Nascido em 1967, venezuelano naturalizado brasileiro, ganhou notoriedade quando, na madrugada de 6 de janeiro de 1985, aos 18 anos, o estudante da 7ª série matou a tiros e facadas sua mãe, Karin Klaudia Peukert, 42 anos (operadora bilingue a multinacional ZF do Brasil); seu pai, Mário Agostinho Valente, 46 anos (desenhista da Mercedes-Benz) e seus três irmãos (Cristina, 16 anos, Paulo, 17 anos, e André, 8 anos), somente porque a mãe pediu que ele abaixasse o volume do rádio.

Primeiro, pegou o revólver do pai e deu um tiro no peito da mãe, que voltou para dormir; o pai acordou com o tiro e também foi atingido. Como não morreram, foi à cozinha, pegou uma faca de serra e um facão: deu três golpes no abdome da mãe e onze no pescoço do pai. O adolescente arrastou os cinco corpos pela casa, colocou no carro da família e dirigiu até uma rua perto do Cemitério de Congonhas, onde abandonou o veículo. Tudo aconteceu no sobrado da família, na Vila Santa Catarina, zona sul de São Paulo.

No dia 19 de agosto de 1987, às 20h37, Roberto foi condenado à 25 anos de prisão, mas considerado semi-imputável, submetido à internação no manicômio judiciário, de onde só poderia sair com escolta policial. Após passar anos na hoje extinta Casa de Detenção de São Paulo e na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté, uma das mais rígidas do país, Roberto foi transferido para o hospital de Franco da Rocha 1, onde vigora o regime fechado.

Em 1991, numa entrevista à Folha de São Paulo, Roberto afirmou: “Se insistirem muito em saber qual meu estado, diga que estou completamente maluco, vendo hipopótamos com asinhas”.

Em janeiro de 2008, foi transferido para a unidade 2, onde existe um regime de desinternação progressiva que sempre com avaliações psiquiátricas e autorização judicial, permite saída de internos, alguns podendo até sair sozinhos, o que não era o caso de Roberto.

No entanto, foi flagrado ao sair do manicômio, sem escolta, para passar o dia na casa da namorada, Neusa Maria Teixeira Rocha, funcionária do hospital psiquiátrico de Franco da Rocha 1, onde ele esteve internado até janeiro. Foi levado de carro até a casa dela por um agente prisional conhecido como Ocimar, que também é responsável pela guarita de entrada do hospital psiquiátrico, retornando a seu posto. Por volta das 11h ficou sozinho na casa, pois, sua namorada saiu com outras duas amigas para fazer compras no centro de Franco da Rocha e, ao voltar cerca de uma hora depois, foram recebidas por Roberto na garagem.

Laudos do psiquiatra Guido Palomba relatam que Roberto ainda tem uma estrutura psíquica frágil: “Como é inteligente, tem certa vivência, supõe-se que em eventual novo delito poderia agir de forma mais elaborada”, diz o laudo. O juiz Adjair de Andrade Cintra determinou, em janeiro de 2008, “que não seja autorizada a saída do sentenciado da colônia (hospital psiquiátrico), salvo acompanhado de funcionários do estabelecimento”.

A decisão baseia-se no fato de haver divergência nos laudos sobre o grau de periculosidade do sentenciado. Em entrevista, o preso negou qualquer irregularidade e admitiu que frequentemente tem passeado aos domingos... além de passear sem escolta, Roberto tem as chaves de várias salas do hospital, mantém um quarto exclusivo e é o único a usar um notebook para fazer trabalhos particulares para a empresa de um tio.

A saída sem escolta e outros privilégios concedidos à Roberto são investigados pela Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário de São Paulo.

Fonte: Mundo mau.blogspot
           Folha de São Paulo


sábado, 15 de fevereiro de 2014

YOO YOUNG-CHULL - Paladares Excêntricos



Nascido na pobreza, sendo filho indesejado e inesperado, o coreano Yoo Young-Chul se tornou uma criança violenta torturando, mutilando e matando animais, principalmente cães.

Seu pai havia lutado no Vietnam e era um homem severo. Entre 2003 e 2004, Yoo Young-Chul assassinou pelo menos 21 pessoas, a maioria delas prostitutas ou homens endinheirados da cidade onde morava. Seu método de operação era bruto, sendo o martelo sua arma favorita. Yoo Young-Chul agredia suas vítimas e as matava com marteladas na cabeça. Após o assassinato, Yoo decapitava suas vítimas, jogando a cabeça delas em um canteiro de obras. Pelo menos 11 das suas vítimas foram canibalizadas e 3 foram parcialmente queimadas. Yoo comia fígados ainda crus. Ele foi finalmente capturado em julho de 2004.



Por seu modo de agir, tanto antes quanto depois do homicídio, classificou Yoo como um dos piores serial killers da Coreia. Quando lhes perguntaram os seus motivos, Yoo disse na frente das câmeras: “As mulheres não devem ser putas e os ricos devem ter conhecimento do que fizeram”. Yoo foi levado a julgamento, recebendo pena capital em 19 de junho de 2005 pelo Supremo Tribunal Coreano. Ele ainda aguarda sua execução no corredor da morte.



Seu caso alimentou um intenso debate sobre pena de morte. A pena capital seria abolida quando o caso de Yoo veio à tona, colocando grande parte da população à favor de sua execução.

Lista de eventos – seus primeiros crimes antes dos assassinatos em série
  • 1988: Roubo
  • 1991: Roubo (condenado 10 meses na cadeia)
  • 23 junho de 1993: casou com sua namorada
  • 1993: Roubo (condenado oito meses na cadeia)
  • 26 de outubro de 1994: O seu filho nasceu
  • 1995: venda de pornografia ilegal (condenado 3.000.000 KRW)
  • 1998: roubo, falsificação, roubo de identidade (condenado dois anos de prisão)
  • 2000: O abuso sexual infantil (estupro) (condenado 3 anos 6 meses na cadeia)
  • 27 de outubro, 2000: Divorciado por sua esposa
  • 11 de setembro de 2003: libertado da prisão




CRONOLOGIA DOS 21 ASSASSINATOS
→ 24 de setembro de 2003 (vítimas idade 72, 67), Gangnam-gu, Seoul: esfaqueado no pescoço da primeira vítima e atingiu a cabeça da vítima com seu martelo (4 kg), e matou a segunda vítima (esposa a primeira vítima) com a sua martelo.
→ 9 de outubro de 2003 (vítimas idade 85, 60, 35), Jongro-gu, Seoul: Matou três pessoas com o martelo
→ 16 de outubro de 2003 (60 anos vítima), Gangnam-gu, Seoul: Bata a cabeça da vítima com o martelo. Mais tarde, a vítima foi encontrada por seu filho às 13:30, mas morreu às 14h00.
→ 18 de novembro 2003 (vítimas idade 53, 87, baby), Jongro-gu, Seoul: Matou duas pessoas com o martelo, se machucou quando tentava abrir um cofre, e incendiaram a casa para destruir as provas.
→ Em 11 de dezembro de 2003, Yoo encontrou uma nova namorada (acompanhante), mas mais tarde ela descobriu lista de crimes de Yoo e disse Yoo não vê-lo novamente. Ele então decidiu matar garotas de programa como uma vingança.
→ 16 de março de 2004 (23 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: Matou um acompanhante por asfixia, mutilou o corpo, destruiu-los em uma trilha perto da Universidade Sogang.
→ abril ou maio de 2004 (vítima desconhecida), Mapo-gu, Seoul: Atraídos um acompanhante para o apartamento dele, fez a vítima desmaiar com o martelo, decapitar a vítima no banheiro, bateu a cabeça, o corpo mutilado, lixeira los em um canteiro de obras próximo Bongwon Templo em Seodaemun-gu.
→ 7 de maio de 2004 (25 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 1 de junho de 2004 (35 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ início de junho de 2004 (vítima desconhecida), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 9 de junho de 2004 (26 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 18 de junho de 2004 (27 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 25 de junho de 2004 (28 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 2 de julho de 2004 (26 anos vítima), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 09 de julho de 2004 (24 anos vítima de Aesongi escolta), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ 13 de julho de 2004 (27 anos vítima de Aesongi escolta), Mapo-gu, Seoul: O mesmo procedimento que o sexto crime.
→ Às 05:00, de 15 de julho de 2004, Yoo foi capturado pela polícia perto de Grand-mart em Mapo-gu, Seoul.




















Inspirou o filme “The Chaser” - O Caçador
Link para o filme: http://youtu.be/Lpc1PhFWQ4U







sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

WILLIAMINA DEAN, a "Bruxa de Southland"

Williamina e notícia do dia de sua execução

Nativa de Edimburg, Escócia, nascida em 1847, Williamina emigrou para a Nova Zelândia com seus 2 filhos em 1868, onde morou com uma senhora chamada Granny Kelly, em Southland. Casou-se com Charles Dean em 1872 e foram morar em uma propriedade de 22 hectares, conhecida como “O Parque”, no East Winton, próximo a Invercargill. Não há registros do que aconteceu com as duas crianças.

Buscas realizadas no jardim de Minnie

Um incêndio destruiu a residência dos Dean, que construíram uma casa menor. O jardim de flores de Williamina era famoso por suas dálias e crisântemos, sendo conhecido como “Parque Nacional Inglês”.

Como os tempos eram difíceis para o casal, Williamina – carinhosamente chamada de “Minnie” – abriu a “Creche para Bebês” com o objetivo de complementar a renda do marido e anunciando bebês para adoção – as crianças lá deixadas eram filhos ilegítimos, trazidos por suas mães que não podiam sustentá-las ou assumir essa maternidade (os tempos eram outros)
Crianças resgatadas da casa de Minnie
após sua prisão

Em 1889 a creche de Minnie chamou a atenção das autoridades depois que um bebê de 6 meses morreu após passar três dias doente. No entanto, o óbito foi atestado como “causas naturais”, devido às convulsões sofridas.

Dois anos depois, em maio de 1891, um bebê de 6 semanas de idade morreu e, novamente, foi considerado seu óbito por “causas naturais”. Minnie passou a ser mais reservada em seus anúncios, utilizando pseudônimos como “Cameron”, em anúncio no Timaru Herald.

Notícia da prisão de Minnie pelo assassinato da criança Eva Hornsby... a polícia esperava encontrar o corpo da criança em Clarendon, mas o encontraram no jardim de Minnie...
Ao final, notícia sobre a prisão de Charles Dean, acusado pelo assassinato de 2 crianças...


Em maio de 1895, um guarda ferroviário relatou que vira uma mulher no trem com um bebê, porém, esta desembarcou depois sem nenhuma criança. Com esse fato, a polícia deu início à investigações que levaram-na à uma senhora chamada Hornsby, que residia em Dunedin; esta disse à polícia que entregara a neta de 1 mês de idade para Minnie em Milburn, com dinheiro para que cuidasse da criança.

A polícia levou a Sra. Hornsby à residência dos Dean, onde ela reconheceu Minnie e as roupas pertencentes à criança. Minnie foi presa e enviada à Dunedin para aguardar julgamento e, enquanto isso, as buscas em seu famoso jardim resultaram no encontro de 2 bebês enterrados: um deles era a criança Hornsby – chamada Eva Hornsby – cuja necropsia revelou que o falecimento se dera por uma overdose de morfina; o outro bebê era Dorothy Edith Carter, também entregue à Minnie pela avó. As buscas prosseguiram e um terceiro bebê foi encontrado. As acusações de assassinato foram inevitáveis após a morfina ser encontrada por detetives na casa de Minnie.

Charles também foi preso, seis outras crianças que estavam sob os cuidados do casal foram levadas pela polícia. Inquéritos posteriores revelaram que Charles Dean foi proibido por Minnie de trabalhar em seu jardim – impedido até mesmo de retirar ervas daninhas – o que levou à sua libertação e retiradas as acusações.

Minnie negava que tivesse matado os bebês, porém, com a pressão dos testemunhos das avós das crianças e as roupas encontradas na casa de Minnie, ela admitiu as acusações. No entanto, suas últimas palavras foram: “Não tenho nada a dizer, a não ser que sou inocente!”.

O julgamento de Minnie começou em 18 de junho de 1895, na Suprema Corte de Invercargill, sendo rapidamente condenada por assassinato. Em 12 de agosto entrou para a história como a primeira mulher a ser enforcada na Nova Zelândia.

Apesar da natureza de seus crimes, alguns jornalistas pareciam enfeitiçados pela dona da creche, cujo artigo no The Times, de Londres, fez a seguinte observação: “Minnie foi para o patíbulo sem vacilação ou hesitação; morreu como uma mulher brava e maravilhosa”...


Fonte: Enciclopédia de Serial Killers, de Michael Newton
           Murderpedia.org